terça-feira, 21 de junho de 2011

"Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos a nos buscar 
em outras metades.
Para viver a dois, antes,
é necessário ser um."
Fernando Pessoa

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Poema roubado do blog do meu amigo, Wan.
www.wanderleyelian.blogspot.com

Era tudo que eu queria dizer hoje, mas as palavras não estavam comigo, estavam com o meu amigo Wan... por isso "descaradamente", roubei dele o poema. rs.

Talvez,
eu devesse falar das 
flores tristes de plástico,
do coração de vidro
estilhaçado,
da esperança que se perdeu
no caminho,
da saudade do nada.
Talvez,
eu devesse falar da vida,
que de tanto não ser
vivida
se perdeu em si mesma.
Talvez... 

Wanderley Elian
Por que eu não paro de pensar em você?
Por que sempre você volta na minha mente?
eu não sei como é o nome disso,
será amor?
será obstinação?
será teimosia?
ou será apenas uma obssessão.
Os dias passam e você insiste em ficar nos meus pensamentos
Vai embora, vai... seu corpo já foi, segue ele...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Eu me lembro de tantas coisas
coisas boas, sempre
andar de mãos dadas
sorrir sem motivo, só pelo fato de estar ali juntos
eu me lembro sim também de algumas coisas tristes,
mas foram só duas
uma eu quem fiz, outra foi você
eu me lembro mais de coisas boas
deve ser um saldo positivo, afinal
quem pode explicar o que acontece na vida de outro alguém
quem pode dizer qual destino seguir
quem podia imaginar que um dia sua voz eu ia ouvir, de novo
as luzes do céu se acenderam uma noite desta de forma diferente
a lua parecia mais enluarada e pela manhã o sol brilhou mais.
quem pode dizer o que fazer
com aquilo que ficou a muitos anos guardado
supostamente esquecido, supostamente apagado?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A campainha toca insistente
vagarosamente me viro para o relógio
acho tarde demais para atender a porta
já se foram as horas, os dias as estações
é preciso parar e pensar um pouco mais
talvez seja tarde para tudo
talvez seja a hora exata de quebrar o relógio
e parar a contagem do tempo
a campainha insiste
só me resta ignorar, ou não.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Silêncio

O silêncio anda gritando no meu ouvido.
palavras ditas nas entrelinhas me desafiam a torna-las audíveis
me sentencio a ouvir e calar
tenho "furado meus olhos?"
calo-me gritando
meu interior explode no silêncio da rua vazia
até onde suportarei a dor?
até onde a tortura das tuas palavras queimarão minha alma como pontas mal apagadas?
meus dedos atravessam os fios lisos dos meus cabelos
por mais que eu me esforce em apertá-los
a resposta não sai de dentro da minha caixa pensante
ah o silêncio destrói!
o silêncio que minha boca expressa
contrariamente do meu interior que explode em palavras!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Este é um poema de amor

tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...


E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.


Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...


"Poeminha Amoroso"

Cora Coralina

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

divagando...

Como buscar, depois, palavras soltas ao vento?

depois de oferecê-las, não há como tomá-las.
palavras são presentes que damos e não sabemos se agradamos, ás vezes a intenção é boa , mas o resultado é catastrófico,
as vezes são como presente de grego.
as vezes são doces como mel...
as palavras ditas com mentiras algumas vezes agradam mais do que as ditas com a companhia da verdade.
vai saber...
folhas leves jogadas no vento, sobem e descem no ar, como pegá-las? são passaros presos que uma vez libertos por vontade própria ou por um descuido, jamais se pode retornar.
ah as palavras...
quisera eu dizê-las sem compromisso,
não há meio disto acontecer,
jamais.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Chove finalmente,
As torres de areia derretem-se,
o castelo se foi
o principe desencantou-se
o cavalo branco sujo de respingos de barro
nem liga, refresca-se numa poça d'agua.
ironia
logo agora que a coroa seria posta na cabeça
o trono seria tomado, derretem-se todos eles
o fundamento era raso, a estrutura rompeu-se!!

sábado, 16 de outubro de 2010

Que insistência esse seu olhar
insiste em vigiar-me, rodear meus passos
policiar-me.
quisera eu arriscar-me um pouco mais
caminhar um pouco mais,
seu olhar me limita
me constrange
me inibi
respiro cansada.
o ar fugia pela janela do carro
o peso do calor me sufoca
abro a porta e corro
sem destino pelas ruas vazias da cidade
você não me segue
não, não há ninguem atraz de mim
por que continuo sentido o teu olhar?
ele impregnou-se em mim
cercando  e me constrangendo
mesmo quando não podes mais me ver.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Era longe demais o horizonte....
era longe demais
a verdade era mentira o tempo todo
as palavras suavisam o ouvido
e pertubam a alma
mentiras confortantes
holofotes sempre são necessários
foram-se os anéis
e levaram os dedos e os braços
carregaram as forças
chega de insistir
palavras ferem demais
indiferenças também
a força do recomeço
me deixou faz tempo
necessário achar um mapa
onde estará?
"palavras vazias não me interessam"
por que insistir em colar as pontas da máscara
já se percebe a outra face
que nunca foi oferecida
atitudes e palavras são inimigas
desconhecem-se
mas onde está a surpresa nisto?
sempre esteve estampado na cara
eu que nunca quis ver.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010



Sabe aquele dia que você amanhece
com vontade de gritar?
É hoje!!!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
que isso? não me olha assim, vai me acompanha,
No três 1, 2, 3....
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
conseguiu???
não??? ahhhh se liberta vai!
De vez em quando não faz mal a ninguém gritar um pouquinho!!!
Pode gritar eu vou continuar achando você gente boa...
É eu sei você está me achando meio esquisita hoje.
mas é bom gritar, assim como é bom rir, chorar e amar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Epitáfio

A tarde vai caindo,
o sol ainda bate na minha janela, insistente,
acho que ele quer companhia para desbravar o horizonte
aquieto-me, minha cadeira me prende
valeria uma caminhada no parque nesta tarde
a cortina transparente parece convidar-me quando o vento a levanta
ponho os pés no chão,
o chão gelado pede um toque quente do pé.
nem faz calor nem frio,
só o sussurro do sol no meu ouvido insistente
me convida a ir para a rua e cantar epitáfio bem alto da janela do carro
sorrio sozinha, sozinha de novo, constância
a solidão já não me atormenta como antes
gosto de ficar comigo mesma por horas
o sol me acompanha o dia todo
faz questão da minha presença
sorri sorrateiro e me convida a um final de tarde no parque
balanço a cabeça, não posso, hoje tem culto logo mais a noite
o sol insiste
ainda é cedo
larga de ser teimosa
canta epitáfio comigo vai...
canta!

descomplica a vida!!!

Faça o melhor, ainda há tempo...





Epitáfio

Titãs
Composição: Sérgio Britto

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

longe demais...

Estar longe de um amor é uma dor inexplicável,
amargamente suportada,
a alegria trancada nos porões da minha alma,
chora por você,
do outro lado da porta a saudade tem as chaves na mão,
traz na boca um sorriso amarelo, sem graça,
nem disfarça o quanto deseja te ver.
Eu só queria olhar pela janela e ver você chegando...
Só queria olhar o horizonte e ver sua sombra na contra mão do sol,
só queria respirar o mesmo ar que o seu.
onde você anda?
não suporto mais tanta solidão.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Recomendo II

Recomendo a leitura deste texto, simplesmente perfeito.
Achei-o no descansodaalma.blogspot.com, um blog muito inteligente, assinado por Thiago Azevedo, Tininha e Everton Vital. O texto é do Everton...
Aprecie....



A voz do silêncio
Everton Vital

Sem um pouco de silêncio as palavras não brotam, não crescem, não amadurecem como deveriam. Silêncio não é só tempo de espera, é tempo de chuva seguida de sol, vento, sombras, rio, riso, medo e amor. Silêncio é deixar o quintal como está, cheio de folhas, secas ou não, é não se levantar pra limpar. Se Deus se esconde no silêncio, se ele é o silêncio por trás das vozes, porque não deveríamos também calar? Ser imagem e semelhança de Deus é antes de tudo calar, e aprender a ouvir coisas que não têm som. Coisas surdas, mudas, até cegas, e coisas que têm olhos também. É preciso calar pra voz soar melhor. A nossa voz. Doce, rouca, aguda, intensa. O nosso som é aquilo que somos, e o que somos está entre o que não somos e o que o outro é. Silenciar é ouvir uma voz sob todas as vozes. A voz de Deus que se dissolve na densidade do vento que derruba folhas no quintal. Ouvir um galo cantar dentro de si anunciando os dias de molduras antigas. Ouvir a imagem dos que já foram e dos que são - dentro de si. Um silêncio precede o Haja Luz e no sétimo dia Deus se calou. Calou-se pra ouvir a chuva pingando no jardim. Naquele jardim que era um quintal. Quintal: o dia que já foi e que já vem. Tudo sempre começa e termina num quintal. Tudo sempre começa e termina num sem-som. Sem isso as palavras seriam desperdício e queimariam em vão. Quem planta boas palavras colhe flores, árvores risonhas num quintal. Quem semeia silêncio colhe pedaços daquela Palavra Eterna que ecoa em todos os séculos. O doce sacramento que se mescla com o gosto amargo das ervas amargas da vida, e que faz brotar um rio pequeno, um igarapé, de sutilezas. Coisas boas. Sentimentos bons, mesmo quando a chuva é grossa a janela sempre fica aberta pro quintal.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

De repente entardeceu,
não consigo tirar o sorriso dos meus lábios quando me lembro do seu olhar...
que será que é isso?
isso que faz a gente sorrir sozinho, e conversar com as paredes.
relembrar cada palavra dita ou não, mas entendida no olhar.
o sol estava lindo demais, feriado sempre deixa a gente feliz,
e esse caprichou!

domingo, 5 de setembro de 2010

Recomendo.

Genteeeee, olha que delícia de poema que eu encontrei no blog do Nielson, vale a pena ir lá conferir.
www.niestro.blogspot.com



Os 10 mandamentos dos pássaros

correr  atrás do vento.

não ter medo de altura.
não ter inveja dos papagaios, e viver assobiando.
não usar o discurso dos galos.
não dá ouvido as palavras soltas ao vento.
ter uma casa na árvore.
aprender a se equilibrar em varais, fios.
andar em cima do muro, é não decidir com pena.
fazer bico nas conversar.
nunca voar de encontro ao sol.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

eu amo essa música...




Por Onde Andei

Nando Reis
Composição: Nando Reis

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
É a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava..

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

frio

vai passando devagar o tempo,
faz frio, meus pêlos arrepiados e meus pés gelados denunciam.
esfrego as mãos procurando tirar de dentro de mim algum calor
penso num chá quente, é tarde, congelo-me.
minhas mãos esfregam o corpo buscando calor....
a maciez do cobertor poderia resolver, reluto.
o tempo mesmo devagar vai passando
me levantaria da inércia congelante
estimulada pela sua mão estendida
mas ela não está diante de mim
congelo-me ofegante pensando no calor do seu abraço
o toque insistente do celular me desafia
o enterro embaixo do travesseiro
desisto dele.
cansam-se palavras vazias,
melhor não ouvi-las.
o frio insiste assobiando na janela
ouço um buzina
falta-me coragem de levantar
congelei-me
a buzina insiste,
vagarosamente alcanço a janela.
pela vidraça vejo
o calor chegou.